Os familiares das vítimas de Angrois e Adamuz unem suas forças para protestar frente ao Congresso

A Associação Vítimas Descarrilamento Adamuz convocou uma nova concentração às portas do Congresso dos Deputados nesta quarta-feira para pedir que "se conheça toda a verdade sobre o ocorrido" após "meses de interrogações"

Imagens da marcha convocada pela Associação Vítimas do Descarrilamento de Adamuz em Huelva / Europa Press

A Associação Vítimas Descarrilhamento Adamuz retoma o caminho das mobilizações para pedir justiça por este acidente que causou a morte de 46 pessoas. A entidade convocou para esta quarta-feira uma concentração nas portas do Congresso dos Deputados à qual se juntarão vítimas de outros graves sinistros ferroviários, como o ocorrido em Angrois em julho de 2013 e o de Bejís (Castellón).

Através de uma nota de imprensa, a associação convocou a cidadania, pela segunda vez, após a manifestação de Huelva em 20 de março, a participar numa concentração que terá lugar na próxima quarta-feira, 15 de abril, às 9h00, nas portas do Congresso dos Deputados, em Madrid. Nas portas do hemisfério proceder-se-á também à leitura de um manifesto, embora a associação tenha explicado que anteriormente foi enviada uma carta à Mesa do Congresso, solicitando a sua leitura em sede parlamentar.

Por meio desta mobilização, a associação tem como objetivo continuar prestando homenagem e “manter viva a memória das vítimas” do descarrilhamento ocorrido em Adamuz no dia 18 de janeiro e que resultou em 46 mortos, assim como centenas de feridos. Também se mostrará a “firme exigência de que se conheça toda a verdade sobre o ocorrido e se atenda às vítimas de forma eficaz e digna”.

“As famílias e afetados continuamos reclamando após meses de interrogações, transparência, responsabilidades e garantias de que um acidente destas características não se repita”, repreenderam.

Um ato “aberto a toda a cidadania”

O ato será, segundo avançam, “pacífico, aberto a toda a cidadania, associações e coletivos que desejem unir-se a esta causa”, que não é apenas deles, “mas de todo o conjunto da sociedade”. “A segurança ferroviária é uma questão que afeta diretamente a milhares de cidadãos que utilizam o trem todos os dias. Reafirmamos que esta convocatória não responde a interesses políticos nem a calendários eleitorais”, acrescentaram.

“Exigir verdade e responsabilidades não pode ser interpretado como uma ação partidária, mas como um direito legítimo das vítimas e da sociedade”, destacaram.

Além disso, nesta ocasião juntar-se-ão vítimas de outros graves acidentes ferroviários, Angrois e Bejís, que “compartilham tragédias que marcaram suas vidas e as de suas famílias”. “Desde a associação voltamos a fazer um chamado à participação ativa e solidária dos cidadãos. O apoio de todos é fundamental para reforçar o nosso pedido de justiça, verdade e melhorias reais na segurança do transporte ferroviário. Continuaremos reclamando pelo respeito às vítimas, a verdade e os nossos direitos”, concluíram.

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