Rías Baixas, sem medo de Trump: suas adegas disparam vendas em 7% com os EUA como primeiro mercado
Estados Unidos concentra 35% das vendas da Denominação de Origem Rías Baixas no exterior e se consolida como principal mercado
Imagem de arquivo de uma vinha da DO Rías Baixas / DO Rías Baixas
A Denominação de Origem Rías Baixas acelera. As exportações dos vinhos das suas adegas cresceram em volume e valor ao longo de 2025, apesar da “incerteza geopolítica” e da política de tarifas seguida por Donald Trump nos Estados Unidos, seu principal mercado.
Através de um comunicado, a entidade revela que as vendas no exterior aumentaram 6,68% em volume, atingindo 8,65 milhões de litros, enquanto o valor subiu mais 4,4%, chegando a 67,85 milhões de euros.
“Estes resultados refletem a resiliência das empresas vinculadas à Denominação de Origem Rías Baixas, com 107 adegas participando nos seus planos de exportação”, destacam, antes de acrescentar que o preço médio caiu 17 cêntimos, para 7,85 euros.
Os principais mercados de Rías Baixas
Estados Unidos mantém-se como o principal mercado após registrar um crescimento de 5% em volume e 2,2% em valor, apesar da imposição de tarifas de 15% que foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal, enquanto que “a União Europeia também experimentou um aumento significativo, liderado pelo Reino Unido, com 12,05% em volume e 10,93% em valor”.

“O presidente do Conselho Regulador, Isidoro Serantes, destacou a importância destes resultados num contexto marcado pela incerteza geopolítica, mudanças nas políticas tarifárias, conflitos internacionais e crise energética. Segundo Serantes, o crescimento deve-se ao esforço conjunto das adegas, das administrações e da equipa de promoção, todos alinhados para reforçar o posicionamento internacional destes vinhos”, ressaltam da entidade.
De acordo com a Denominação de Origem Rías Baixas, Estados Unidos representa sozinho 35% do volume exportado e são ao todo 85 as adegas galegas que operam neste mercado, onde foram comercializados 3,08 milhões de litros, contra 1,28 milhões do Reino Unido ou 0,55 milhões de Porto Rico.
No comunicado, a Rías Baixas especifica que as adegas “venderam 541.223 litros a mais que no ano anterior, gerando 2,87 milhões de euros adicionais em faturamento”. Segundo seu diretor geral, Ramón Huidobro, o setor continuará impulsionando ações promocionais em mercados prioritários, combinando-as com iniciativas em novos destinos de interesse, com o objetivo de dar a conhecer a identidade, o território e a qualidade dos vinhos de Rías Baixas.
Apesar deste novo avanço em matéria de exportação, a Rías Baixas mantém uma estratégia centrada em mercados-chave como Estados Unidos, Reino Unido, Porto Rico, México, Irlanda, Países Baixos, Bélgica e Suíça e durante 2025 foram realizadas ações pontuais em países como República Dominicana, Dinamarca, Alemanha, Canadá, Itália e Japão.
“Este esforço representou um investimento de mais de um milhão de euros, destinado a reforçar a projeção internacional dos vinhos de Rías Baixas“, esclarecem.