Gaiarooms desembarca na Galiza com seus hotéis digitais e sem pessoal
A cadeia hoteleira madrilena incorporou um hotel, um complexo de apartamentos e duas pensões em Foz, Palas de Rei e Arzúa
Imagem do estabelecimento de Gaiarooms em Foz
Gaiarooms irrompe em Galiza. A empresa especializada em alojamento digitalizado desembarcou na comunidade com a incorporação de quatro estabelecimentos turísticos – um hotel, um complexo de apartamentos e duas pensões no Caminho de Santiago – situados nos municípios de Foz, Palas de Rei e Arzúa.
Através de um comunicado, a firma madrilena destaca que essa operação reforça a implantação da empresa no norte peninsular, onde já tem presença em Castela e Leão, Astúrias e País Basco.
Em concreto, o modelo de Gaiarooms está baseado em um sistema de gestão remota apoiado em inteligência artificial que permite automatizar processos chave como o check-in, a gestão de acessos, o atendimento ao cliente, as reservas e a manutenção. “Esta tecnologia própria permite operar estabelecimentos sem pessoal presencial de forma constante, mantendo altos padrões de eficiência, controle e experiência do cliente”, explica a empresa, que adiciona que sua proposta responde às “novas tendências do turismo e à necessidade de modernizar a operativa do alojamento independente”.
Segundo Gaiarooms, os novos ativos incorporados incluem um hotel de quatro estrelas com spa e 39 quartos e um complexo de 22 apartamentos turísticos, ambos localizados em Playa de Foz (Lugo), que entram diretamente em funcionamento sob o sistema operativo da firma. Adicionam-se uma pensão de 26 quartos em Palas de Rei (Lugo), adquirida em formato chave na mão, e outra de 33 quartos em Arzúa (A Corunha), ambas situadas em “trechos estratégicos” do Caminho de Santiago francês para satisfazer a demanda de um perfil de cliente que “busca autonomia, conectividade e versatilidade”.
O potencial de Galiza
“Galiza tem um enorme potencial para a implantação de modelos de gestão hoteleira mais eficientes, sustentáveis e adaptados ao novo perfil de viajante”, enfatizou o fundador e conselheiro delegado de Gaiarooms, Enrique Domínguez, para depois incidir em que em um território com “forte peso do alojamento independente, os hotéis digitais permitem profissionalizar a operativa sem renunciar ao caráter local, e melhorar de forma tangível a rentabilidade dos ativos”. Ademais, esta operação inclui a assimilação de mais de 20 postos de trabalho locais, que passarão a formar parte do grupo.
Deste modo, a companhia supera as 1.500 quartos sob gestão na Espanha e avança na sua rota para alcançar as 4.000 até 2028, por meio de uma combinação de aquisições diretas e acordos com proprietários. Seu foco permanece em hotéis localizados em cidades ‘Tier 2’ (grandes cidades excluindo Madrid e Barcelona) e zonas ‘prime’ com demanda crescente, longe de ambientes saturados, e em ativos que permitem aplicar seu modelo sem necessidade de grandes investimentos estruturais.
Por outro lado, a empresa quis destacar que oferece aos proprietários de hotéis independentes um modelo de “colaboração flexível”, que pode ser estruturado mediante contratos de gestão, aluguel fixo, variável ou gestão integral, com o objetivo de maximizar a rentabilidade e profissionalizar a operação. “Nossa abordagem permite aos donos de hotéis pequenos e médios melhorar sua rentabilidade mediante uma gestão mais eficiente e automatizada”, apontou Domínguez.
Neste sentido, Gaiarooms destacou que oferece serviços centralizados de revenue management, marketing digital, atendimento multicanal e controle de qualidade, facilitando o acesso de hotéis independentes a ferramentas habitualmente reservadas a grandes cadeias. “Gaiarooms busca assim dinamizar o mercado hoteleiro em localizações secundárias, modernizando um segmento essencial do turismo e gerando impacto positivo tanto para os investidores quanto para os territórios onde opera”, ressaltam, concluindo que “mais além da digitalização, seu modelo se apoia no comércio e nos serviços locais para oferecer ao visitante uma experiência completa”.