Gestán roza os 39 milhões de faturação e aumenta a sua aposta pela economia circular

O grupo com sede em Arteixo aumentou suas receitas em 11,8% em 2025 e avança em novas linhas de trabalho vinculadas à economia circular e aos biocombustíveis

Novo impulso de Gestán a sua conta de resultados. A companhia com sede em Arteixo comunicou nesta quinta-feira que fechou o seu exercício fiscal de 2025 com uma faturação de 38,8 milhões de euros. Trata-se de um avanço de 11,8% em relação aos 34,7 milhões obtidos no ano anterior e que certifica a trajetória de crescimento que vem seguindo o grupo nestes últimos anos.

A empresa afirma que reforçou “sua atividade em valorização de resíduos, produção de matérias-primas secundárias e energia renovável, orientando parte da sua estratégia a explorar novas aplicações industriais para os materiais recuperados, com o objetivo de ampliar sua contribuição à economia circular desde uma perspectiva cada vez mais tecnológica e eficiente”.

Gestán destaca “sua aposta pela valorização como eixo central do seu modelo de atividade” e valoriza a sua gestão de um total de 318.202 toneladas de resíduos no conjunto de suas instalações. As plantas de Santa Icía e Nostián trataram 117.849 toneladas de resíduos industriais, com uma recuperação de 82%, o que permitiu a produção de 65.157 toneladas de agregados reciclados, 36% mais que em 2024. A essas quantidades somam-se outras 16.465 toneladas de estilha reciclada e poda, o que representa um aumento de 150% em relação ao exercício anterior.

“A esta evolução soma-se a consolidação da linha de biocombustíveis. Em 2025, Gestán distribuiu 26.000 toneladas de pellet, destinadas tanto a sistemas de aquecimento residencial como a processos industriais e comunitários, contribuindo para a descarbonização térmica e a dinamização da economia rural vinculada à biomassa”, destaca a firma.

Neste sentido, Luz Pardo, CEO do grupo arteixano, especifica que “os dados de 2025 mostram uma evolução coerente com a estratégia industrial do grupo, centrada em consolidar a atividade, otimizar processos e avançar de forma gradual em novas linhas de trabalho vinculadas à economia circular, com o olhar focado em reforçar a solidez do modelo e abrir novas oportunidades industriais a médio prazo”.

A aposta de Gestán pela inovação

Além de alcançar um novo salto em termos de faturação, a companhia aprofundou sua aposta pela inovação com o objetivo de identificar e aproveitar novas oportunidades de negócio. “Em colaboração com centros de Formação Profissional, Gestán impulsionou um desafio orientado a investigar usos alternativos para subprodutos de origem florestal. Entre as propostas analisadas destaca-se o desenvolvimento de elementos biodegradáveis de proteção vegetal fabricados a partir de madeira, uma solução atualmente em fase de avaliação que poderia abrir novas aplicações em setores como o florestal, o agrícola e a jardinagem”, indica a firma através de um comunicado.

Nele também menciona o projeto Estrada, que “avança para a validação em ambiente real de materiais provenientes de resíduos plásticos complexos para sua incorporação em misturas asfálticas, um passo relevante na integração de resíduos de difícil reciclagem dentro de soluções para infraestruturas”.

A esses esforços soma-se o de Gestán Conteco como empresa líder na aceleradora BF Climatech, o que permitiu explorar novas vias para a valorização de resíduos de placas de gesso laminado, com resultados técnicos promissores em fase piloto e potencial de escalonamento industrial.

Estas atuações estão enquadradas dentro do Plano de Transformação Digital 2025–2027, que coloca o foco na melhoria da rastreabilidade dos processos, a automatização de tarefas operativas e a facilidade da tomada de decisões baseada em dados. “A incorporação progressiva de ferramentas digitais e inteligência artificial busca reforçar a eficiência operativa, otimizar recursos e melhorar a capacidade de adaptação do grupo num ambiente industrial cada vez mais exigente”, sublinha a entidade.

Segundo Luz Pardo, “a digitalização não é um fim em si mesma, mas uma ferramenta chave para tornar nossa indústria mais eficiente, mais ágil e melhor preparada para responder a um ambiente regulatório e operativo cada vez mais complexo. Apostar pelos dados e a automatização nos permite tomar melhores decisões e reforçar a competitividade do grupo a longo prazo.”

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