O Governo vê compatível o duplo projeto da Indra em As Pontes e Astúrias

A delegada do Governo em Astúrias, Adriana Lastra, considera que os planos da Indra para se estabelecer em As Pontes "não constituem um obstáculo" para o projeto da fábrica de veículos blindados inicialmente prevista em Langreo.

A delegada do Governo em Astúrias move ficha após a decisão da Indra de sondar a opção de As Pontes como localização para a sua nova fábrica de blindados face aos problemas para conseguir o terreno desejado no Principado.

Adriana Lastra defendeu esta segunda-feira que os planos industriais da Indra em Galiza “não constituem um freio” para o projeto da fábrica de veículos blindados prevista em Barros (Langreo), ao mesmo tempo que assegurou que o compromisso da companhia com Astúrias “é sério”. A seu ver, existe uma “percepção errada” sobre os planos da empresa e recordou as explicações oferecidas este fim de semana pelo presidente do Principado, Adrián Barbón.

“Evidentemente a Indra, que quer ser a grande empresa de defesa de Espanha, tem planos territorializados por todo o território. Isso não impede que os planos que a Indra tenha para Galiza venham a constituir um freio aos planos que tem para Astúrias. De certeza que não”, afirmou.

Nesse sentido, Adriana Lastra valorizou o “compromisso sério” da Indra com Astúrias e considerou que a negociação aberta entre Indra e Duro Felguera para a aquisição da oficina de Barros corresponde ao âmbito empresarial.

“O que acontece entre Indra e a oficina de Barros, neste caso a empresa Duro Felguera, é uma negociação entre empresas, mas o Governo do Principado disse que vai colocar todas as ferramentas ao seu alcance para que essa fábrica de blindados possa ser feita em Barros e estou convencida de que assim será”, afirmou.

Além disso, insistiu que o desenvolvimento de projetos da Indra em outros territórios não implica uma mudança nos planos previstos para Astúrias. “A Indra tem planos para toda Espanha ou para alguma parte do território espanhol e que haja planos, neste caso em Galiza, não impede que continuem a existir em Astúrias“, concluiu.

Primárias no PSOE asturiano

Paralelamente, Lastra também foi questionada sobre o processo de primárias nas agrupações municipais socialistas de Astúrias. Segundo ressaltou, o PSOE vive este processo “com uma normalidade democrática absoluta” e recordou que ela não concorre a nenhum processo interno, considerando positivo que haja vários candidatos nas agrupações socialistas porque, a seu ver, isso demonstra o compromisso da militância com o partido.

“É bom que haja vários candidatos nas agrupações porque são pessoas comprometidas que querem liderar o projeto socialista”, afirmou. Além disso, ao ser questionada se os casos de corrupção que afetam o PSOE a nível nacional podem influenciar esses processos, defendeu que o fato de haver militantes dispostos a assumir responsabilidades “num momento complicado para o Partido Socialista” evidencia que a formação “tem muito futuro”.

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