Monbus compete com Alsa e Avanza para ser sócio da filial de ônibus da Renfe
A companhia de Raúl López estaria entre as grandes companhias de transporte rodoviário que concorrem para ser sócio na empresa mista de autocarros e que já se apresentaram ao processo de pré-qualificação
Usuários Monbus. Monbus
Monbus, o líder galego de transporte de passageiros por estrada, aspira a tornar-se sócio da Renfe na filial de autocarros que planeia para poder oferecer um serviço alternativo ao ferroviário, em caso de incidentes, durante os próximos quinze anos. Segundo reportou esta quinta-feira Expansión, a companhia ferroviária encerrou esta semana o prazo para apresentar-se como candidato ao processo. De acordo com a publicação, que cita fontes próximas à operação, tanto os de Raúl López, como Alsa, o gigante dos Cosmen, e Avanza, o grupo controlado pelos mexicanos Ado, teriam participado na fase de pré-qualificação.
Segundo Expansión, trata-se de um primeiro corte no processo, no qual Renfe revisará as credenciais das companhias, que devem superar alguns critérios de solvência para conseguir tornar-se sócio da Renfe na companhia de autocarros. A mesma terá maioria do capital privado, já que a ideia do operador ferroviário é reter 49%, sendo acionista e cliente único da companhia.
O processo aberto pela Renfe assegura uma receita constante durante os previstos 15 anos do acordo-quadro. Em princípio, um mínimo de cerca de 53 milhões de euros por ano. Renfe espera poupar neste tempo quase 200 milhões de euros.
Confronto com o setor
No entanto, a proposta da Renfe conta com a rejeição de grande parte do setor de autocarros, especialmente a média empresa que assegura que as exigências do operador só permitirão entrar no processo aos gigantes.
No mês passado, o departamento de Viajantes do Comitê Nacional do Transporte por Estrada (CNTC), que reúne as principais associações patronais do setor, emitiu um comunicado para expressar a sua rejeição a esta iniciativa da Renfe, que qualifica de “desnecessária e contraproducente”, e em defesa da empresa privada.
Além disso, Anetra, a Associação Nacional de Empresários de Transportes em Autocarros, apresentou uma reclamação perante o Tribunal Administrativo Central de Recursos Contratuais, órgão dependente do Ministério da Fazenda, contra a licitação do acordo-quadro da Renfe para a criação de uma empresa de transporte de passageiros em autocarro.
A organização, que representa as PMEs espanholas do setor, considera que essa licitação “viola de forma clara os princípios de livre concorrência e igualdade de acesso”.