Shein prepara-se para a entrada na bolsa de Hong Kong com uma avaliação quatro vezes inferior à da Inditex

A cadeia de moda chinesa recebeu a autorização do regulador para avançar na sua saída para a bolsa, embora a sua valorização esteja longe dos 100.000 milhões que alcançou há quatro anos atrás

Imagem de uma das lojas efémeras da Shein em Madrid ao lado de uma foto de arquivo de Marta Ortega, a presidente não executiva da Inditex, numa assembleia de acionistas da companhia. Fotos: Europa Press e EFE

Shein, a cadeia chinesa de moda rápida, recebeu na última sexta-feira a aprovação do regulador para avançar com sua entrada na bolsa de Hong Kong, o que representa um passo decisivo na longa trajetória da empresa para chegar ao mercado acionário. Este procedimento agora ativa uma série de audiências da companhia com membros do comitê de listagem da bolsa de valores que ocorrerão, segundo Reuters, a partir desta quinta-feira. Se tudo correr bem no processo de audiência, poderá iniciar as apresentações a investidores e a colocação de ações. O grupo chinês planeja vender até 341,6 milhões de títulos, conforme adiantou a Bloomberg.

Shein foi um daqueles concorrentes periódicos que surgem no caminho da Inditex e cujo modelo, moda para jovens a preço baixo com venda online e promoção pelas redes sociais, lançou dúvidas sobre o futuro das multinacionais da moda, ao menos do ponto de vista dos investidores. A verdade é que as avaliações que se manejam para a companhia chinesa em vista de sua estreia como empresa listada estão agora longe dos 100 bilhões de dólares alcançados em uma rodada de financiamento privado em 2022.

Menos valor que Inditex, Uniqlo e Temu

As fontes consultadas pela Reuters e pelo The Wall Street Journal estimaram a avaliação da companhia entre 40 e 50 bilhões de dólares, ou seja, menos da metade do valor de quatro anos atrás. Os 50 bilhões de dólares equivalem a pouco menos de 44 bilhões de euros na conversão, o que coloca a multinacional chinesa quatro vezes abaixo do valor da Inditex, com uma capitalização no IBEX de 171 bilhões. Também ficaria longe da Uniqlo, o Zara japonês, pois o holding Fast Retailing tem uma capitalização próxima a 140 bilhões; e da Temu, com um valor de mercado superior a 100 bilhões.

Shein demorou um ano para conseguir a aprovação da China para sua entrada na bolsa, pois apresentou o pedido formal em julho do ano passado. Também não tiveram sucesso as tentativas de estrear em Nova York ou Londres. Enquanto a chegada ao mercado acionário se atrasava, a avaliação da cadeia foi diminuindo.

Histórias como esta, na sua caixa de correio todas as manhãs.

Deixe um comentário

ASSINE A ECONOMIA DIGITAL

Cadastre-se com seu e-mail e receba as melhores informações sobre ECONOMIA DIGITAL totalmente grátis, antes de todo mundo!