Um incêndio destruiu parte do novo hotel de luxo de Sandra Ortega em Portugal

A Polícia Judiciária portuguesa investiga as causas do sinistro, de origem ainda desconhecida, que obrigam a adiar a inauguração do complexo Na Praia, entre Tróia e Comporta, prevista para os próximos meses e impulsionada pela Rosp Corunna

As acomodações do complexo turístico Na Praia, impulsionado em Portugal por Sandra Ortega, estão disponíveis para reserva a partir do próximo junho. Imagens: Arquivo EFE e site Na Praia

A Polícia Judiciária portuguesa investiga a origem do incêndio que foi declarado há poucas horas desta segunda-feira, de madrugada, no complexo turístico Na Praia, entre Tróia e Comporta. Trata-se do resort de luxo promovido por Sandra Ortega, primogénita do fundador da Inditex e mulher mais rica da Espanha, cuja inauguração estava prevista para junho. Segundo a promotora do projeto, citada por meios portugueses, o incêndio afetou “algumas habitações” na parte central do hotel.

De acordo com o Expresso, uma fonte da Polícia Judiciária, contactada pela agência de notícias Lusa, indicou que compareceram ao local para avaliar a localização do incêndio, que consumiu a parte central do hotel dentro do complexo turístico, cuja abertura está prevista para junho.

Parte central do hotel

Membros do Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária em Setúbal “estavam no local esta manhã realizando investigações para tentar esclarecer a origem do incêndio”, declarou a mesma fonte.

O incêndio, de origem ainda desconhecida, afetou algumas habitações localizadas na parte central do hotel, que estava em fase final de construção, anunciou a promotora do projeto Na Praia.

Imagens ao vivo dos trabalhos de extinção no hotel de Sandra Ortega gravadas pela RTP

Investigação

“O hotel Na Praia foi parcialmente afetado após o incêndio declarado esta manhã, sem causar vítimas”, declarou José António Uva, sócio português do projeto Na Praia, em um comunicado enviado aos meios e que recolhe Expresso. Segundo José António Uva, “apenas um edifício do hotel foi parcialmente afetado,” com uma extensão de 50 metros.

O resto do imóvel, como as unidades de alojamento, as zonas comuns, o restaurante e a área de serviço, não sofreu danos”, acrescentou. No mesmo comunicado, explicou que a inauguração oficial do hotel estava prevista para junho, mas devido ao incêndio, “será adiada”. “Após a avaliação necessária com as autoridades públicas e os colaboradores, amanhã começaremos as obras para restaurar completamente a área afetada e poder abrir o hotel o mais breve possível”, assegurou José António Uva.

Emergências deslocadas

Segundo uma fonte do Comando Subregional de Emergências e Proteção Civil do Litoral Alentejano, o alerta de incêndio foi dado aos bombeiros às 4:40 horas. Noventa efetivos de vários corpos de bombeiros do Litoral Alentejano, da Península de Setúbal, do Alentejo Central e do Baixo Alentejo estavam presentes, com o apoio de 35 veículos, a Guarda Nacional Republicana (GNR), o Serviço Municipal de Proteção Civil de Grândola e a Polícia Judiciária (PJ).

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