Besteiro defende a “contundência” e a proteção às vítimas no ‘caso Tomé’ apesar das críticas internas

O secretário xeral dos socialistas galegos adverte ao PP que "despediu entre aplausos a um suposto agressor num ato oficial", pelo ex-conselleiro do Mar

José Ramón Gómez Besteiro, secretário-geral do PSdeG, no Parlamento galego / EP

José Ramón Gómez Besteiro defende a atuação do PSOE diante das denúncias de assédio contra o ex-presidente da Deputação de Lugo, José Tomé, ante as críticas do PP e do BNG e as que surgiram dentro do próprio partido. O secretário geral dos socialistas galegos afirmou no Parlamento que “o assédio e a denúncia não têm o cartão político de um só partido, mas a contundência e a proteção das vítimas sim, e essa é a do PSOE”.

Numa sessão destinada a votar os orçamentos da Xunta para o próximo ano, a gestão dos supostos casos de assédio esteve no centro do debate. Besteiro usou um discurso alinhado com o do presidente do Governo, Pedro Sánchez, que também destacou que “o assédio e a denúncia não têm um cartão”, mas reivindicou “contundência”.

De José Tomé a Alfonso Villares

Besteiro começou expressando “de forma clara e contundente” o apoio, afeto e solidariedade “a todas as vítimas que sofrem assédio, estejam onde estiverem e sejam quem forem”. “O assédio e a denúncia não têm o cartão político de um só partido, mas a contundência e a proteção das vítimas sim, e essa é a do PSOE, o único que deu um passo à frente na proteção contra esses crimes abrindo uma nova fronteira”, destacou.

Neste sentido, ele enfatizou a importância de “deixar fora do foco a própria vítima” e criticou “os senhores do PP” que, sobre este aspecto, “deveriam estar calados e não dar lições, pois foram eles que centraram o foco da atenção na vítima”, em referência ao caso que envolve o ex-conselleiro do Mar, Alfonso Villares.

Proteger as vítimas

Besteiro referiu-se à coletiva de imprensa que deu na sexta-feira, primeiro momento em que se pronunciou sobre o caso Tomé, após vários dias de silêncio, e quando reconheceu que soube “por uma terceira pessoa” em outubro de um caso de assédio contra Tomé e assegurou que “encorajou a denunciar”.

A respeito dessa comparecência, ele destacou que foi guiado por dizer “a verdade, sempre” e “sobretudo perseguindo preservar o anonimato das vítimas, não colocando o foco nas vítimas”, não como fizeram os populares “com outras vítimas no passado”. “Tirá-las do foco é fundamental, abrir um espaço de proteção; aí devemos continuar insistindo, na perseguição dos fatos e na denúncia dos fatos”, enfatizou.

Nesta linha, o líder dos socialistas galegos avaliou o canal de denúncias “anônimo” como mecanismo impulsionado pelo PSOE e convidou “a que outros partidos assumam esse passo à frente”. “Façam-no. É doloroso? Sim, mas é um avanço na proteção de todas as vítimas que sofrem assédio”, afirmou.

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