Inditex começa o ano com ‘sorpasso’ a Walt Disney, Pepsi e Blackstone em valor de mercado

Inditex encerra um 2025 no qual se embarcou numa montanha-russa na bolsa. Depois de um início de ano fulgurante, suas ações perderam ímpeto e acumularam uma queda superior a 17% em agosto. Naquela época, a empresa havia divulgado um balanço do primeiro trimestre do seu exercício fiscal no qual se registrava um tímido avanço de 1,5% em matéria de vendas (obteve 8.274 milhões de euros entre fevereiro e abril) e de 0,5% em um lucro líquido que se situava em 1.305 milhões.

No entanto, a apresentação dos seus resultados do segundo trimestre em setembro deu um impulso à sua cotação até o ponto de recuperar o patamar dos 49 euros com o qual havia iniciado o ano. Tudo isso antes de viver um dezembro de recorde graças a uma aceleração nos resultados de um terceiro trimestre no qual a empresa cresceu 2,7% em matéria de vendas e 3,7% em seu lucro líquido.

Estes ritmos de crescimento convenceram os investidores, que tomaram posições nas ações da multinacional galega e a impulsionaram até máximos históricos. Os títulos da matriz de Zara ou Pull&Bear fecharam a última sessão bursátil do ano instaladas nos 56,34 euros. Esta cifra representa a segunda mais alta de sua história, apenas abaixo dos 56,62 euros registrados no término desta terça-feira, e, além disso, permite que Inditex se aproxime do top 80 das maiores empresas do mundo por capitalização bursátil.

Inditex se reforça como líder do Ibex 35

Assim o revela o portal Companies Market Cap, que situa Inditex na posição número 82 do seu ranking mundial por valor em bolsa. Após valorizar-se em 17,5% neste 2025, a companhia que preside Marta Ortega ampliou sua valoração de mercado até os 175.592 milhões de euros. A empresa com sede em Arteixo consolidou seu trono no Ibex 35 após distanciar-se de Banco Santander (149.895 milhões) e Iberdrola (123.369 milhões) nesta reta final do ano.

Além disso, este rally protagonizado no final de 2025 fez com que Inditex superasse empresas como o fabricante de semicondutores Qualcomm, que ocupa a posição número 89 com 159.927 milhões de euros de capitalização, ou a gestora de fundos Blackstone, que a precede no ranking com 161.710 milhões de euros.

O posto 87 vai para Pepsico (matriz de Pepsi, Gatorade ou Doritos), com 168.040 milhões, enquanto Linde e Intuitive Surgical ocupam as posições 86 e 85 com 170.040 e 173.040 milhões de euros.

No seu caminho para o top 80 mundial, Inditex ultrapassou Walt Disney (174.340 milhões) e Applied Materials (174.490 milhões). À frente ainda estão a petrolífera Shell (178.420 milhões) e Shopify, que ocupa a posição número 80 com seus 178.600 milhões de euros.

Para encontrar os seguintes representantes espanhóis no ranking das maiores empresas do mundo é necessário descer até a posição 105 (ocupada por Banco Santander) e a 134 (em mãos de Iberdrola). A capitalização conjunta destas duas empresas e Inditex soma um total de 446.920 milhões de euros, um número ligeiramente inferior aos 471.950 milhões da coreana Samsung, ´a décima oitava deste ranking.

Os líderes do ranking

Esta capitalização conjunta das três maiores empresas espanholas representa apenas uma nona parte dos 3,89 trilhões aos quais ascende o valor bursátil do gigante do design e desenvolvimento de tecnologia de computação acelerada: Nvidia. O desenvolvimento da inteligência artificial (IA) tem impulsionado suas ações e permitido que a empresa que lidera Jensen Huang encerre 2025 no trono deste ranking particular.

Apple, com 3,45 trilhões, e Alphabet (matriz de Google), com 3,23 trilhões completam o pódio enquanto que Microsoft (3,08 trilhões) e Amazon (2,12 trilhões) fecham o top 5.

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