Oito partes de riscos da Renfe num ano sobre a segurança na linha Ourense-Santiago

Assim o indica o Governo numa resposta a senadores do PP que perguntaram pelas incidências relatadas por maquinistas no último ano

O operador ferroviário Renfe reportou num ano (de janeiro de 2025 a janeiro de 2026) oito relatórios de riscos de segurança sobre a linha Ourense-Santiago, por incidentes relacionados com a infraestrutura ferroviária.

Assim indica o Governo numa resposta a senadores do PP que perguntaram pelo número de incidentes reportados por maquinistas nessa linha nesse período.

Limitação temporal

No passado 22 de janeiro, após o sinistro de Adamuz (Córdova) e o de Rodalies em Gelida (Barcelona), e ante avisos de maquinistas por vibrações, Adif aplicou uma limitação temporal de velocidade a 200 quilômetros por hora em 28 quilômetros da linha Ourense-Santiago, justo antes da curva de A Grandeira, onde ocorreu o acidente do Alvia de 2013, causando 80 mortos e 143 feridos.

Esta circunstância motivou que o grupo popular apresentasse uma série de questões no Senado, as quais agora responde o Executivo central, num documento com data de 13 de março passado, ao qual teve acesso Europa Press.

Espaço de dados integrado de mobilidade

Além da menção a esses oito relatórios de riscos de segurança por incidentes na linha, o Governo faz uma exposição sobre que “atualmente está se trabalhando na implementação da Lei 9/2025, de 3 de dezembro, de Mobilidade Sustentável”.

“No que diz respeito ao setor de transporte, e em particular ao ferroviário, esta lei promove, entre outros aspectos, a criação e regulamentação do Espaço de Dados Integrado de Mobilidade (EDIM)”, aponta, em referência a esta “plataforma nacional que centraliza dados relativos aos modos de transporte e mobilidade” e que conterá “informação relativa à oferta e à demanda dos diferentes modos de transporte e mobilidade”.

Entre outras questões, esta plataforma também recolherá informação acerca da situação financeira e custos de prestação dos serviços de todos os modos de transporte público e investimentos em matéria de infraestruturas de transporte.

Identifica as limitações das vias

Também destaca o Executivo que, “de forma adicional, define-se a aprovação de um plano de choque ferroviário, um plano de atenção urgente aos passageiros em caso de incidentes extraordinários e um protocolo de análise de incidentes na rede ferroviária que não sejam objeto de investigação pela Autoridade Independente”.

“Estes planos serão objeto de exposição e debate junto com todos os grupos parlamentares”, ressalta, e destaca que “servirão de apoio para identificar e gerir, entre outros pontos, as limitações temporais na via, e a análise de todas as incidentes em infraestruturas que provoquem mais de 20 minutos de atraso num trajeto ferroviário”.

“Com estas medidas, um dos objetivos a conseguir é fortalecer os mecanismos de coordenação, cooperação e transparência no desenho e gestão das políticas públicas de infraestruturas, transporte e mobilidade”, conforme conclui.

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