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Os lucros de Álvaro Moreno disparam e prepara-se para a expansão em Portugal
A empresa têxtil sediada em Sevilha terminou o último ano fiscal com um volume de negócios de 137,4 milhões de euros, dos quais 20% provêm do canal online.
Álvaro Moreno, presidente da marca que tem o seu nome, ao lado de Carolina Castro, gerente do centro comercial Vallsur. Imagem: Álvaro Moreno
O grupo têxtil Álvaro Moreno registou um aumento de 75,23% do seu resultado líquido no último exercício, atingindo os 19,6 milhões de euros.
Paralelamente a este aumento dos lucros, a empresa impulsionou a sua receita em 17%, atingindo os 137,4 milhões de euros, e obteve um lucro operacional de quase 26 milhões de euros.
Com estes números recorde e um balanço reforçado, a empresa planeia a sua entrada definitiva no mercado internacional, escolhendo Portugal como o primeiro país para iniciar a sua expansão internacional.
De acordo com o relatório de gestão consolidado do grupo, a entrada no vizinho Portugal é o “baptismo de fogo para continuar a abrir lojas em todo o país e explorar outros mercados europeus e até latino-americanos”.
Para apoiar esta primeira fase de internacionalização, a Álvaro Moreno inaugurou uma loja no centro comercial El Faro, em Badajoz, um local concebido como uma “grande montra para a nossa imagem de marca em Portugal” e destinado a atrair clientes internacionais.
Simultaneamente, a gestão começou a avaliar diferentes vias de desenvolvimento internacional para acelerar este processo, incluindo “o lançamento de um programa de franchising para parceiros internacionais”.
Lojas físicas e vestuário como principais fontes de vendas
A receita da empresa foi impulsionada tanto pela expansão da sua rede física como pela consolidação da sua presença digital. A marca terminou o ano com um total de 71 pontos de venda físicos, 50 lojas próprias e 21 espaços dentro dos grandes armazéns El Corte Inglés, o que lhe confere presença em 37 cidades espanholas.
Uma análise segmentada da receita mostra que as vendas nas lojas físicas contribuíram com 110,77 milhões de euros, enquanto a loja online ganhou importância operacional, contribuindo com 26,66 milhões de euros.
Este canal online representa já “20% da receita da empresa“, segundo Álvaro Moreno, gerindo envios recorrentes tanto para o mercado interno como para países europeus como França, Alemanha, Reino Unido e Bélgica.
A estratégia comercial foi também reforçada por um ecossistema tecnológico que inclui um programa de fidelização e redes sociais com mais de 526 mil seguidores, promovendo ofertas específicas através da sua aplicação móvel.

Por tipo de produto, as vendas de vestuário representaram 118,92 milhões de euros, seguindo-se o calçado com 10,85 milhões e os acessórios com 6,63 milhões.
Produtos Importados
A nível corporativo, e com o objetivo de proporcionar um quadro organizacional adequado a esta expansão, o grupo levou a cabo a cisão do seu negócio de retalho têxtil. Esta unidade de negócio foi transferida na totalidade, por sucessão universal, para a subsidiária integral Álvaro Moreno Retail, S.L.U.
Além disso, o conglomerado optou, pela primeira vez, por apresentar declarações fiscais consolidadas.
Em relação à cadeia de abastecimento e à atividade operacional, as compras da Álvaro Moreno permaneceram altamente dependentes dos mercados internacionais, com as importações a totalizarem quase 58 milhões de euros, em comparação com os 538.670 euros em compras no mercado interno.
Esta exposição aos mercados externos resultou numa diferença cambial negativa de 305.000 € nos resultados financeiros da empresa.
Expansão Local Também
Apesar do volume de compras internacionais, a Álvaro Moreno mantém a sua sede e base logística em Osuna (Sevilha), operando num espaço de 2.500 metros quadrados que a empresa prevê triplicar em breve. Esta expansão mantém o propósito fundamental de gerar emprego e oportunidades para a população da cidade e da região, com base no princípio de operar a partir do “quilómetro zero” (abastecimento local).
Em linha com a sua atividade logística e comercial, o pessoal médio da organização aumentou para 625, em comparação com 589 no ano anterior. Notavelmente, as mulheres representam a maioria da força de trabalho, com uma média de mais de 500 funcionárias.
O grupo complementou a sua estratégia de recursos humanos e responsabilidade corporativa com iniciativas como o projeto “Lojas com Alma”, através do qual contratou mais de vinte pessoas através de um acordo com a “Rede de Empresas para o Emprego Apoiado” da Down Spain.