O Santander sai da mineradora de Touro e Paramés cede seu lugar como segundo maior acionista
Trafigura e Cobas, a gestora de fundos do investidor galego, vendem e reduzem sua participação em Atalaya Mining, que passa de 40% para 18%; a francesa Ithaki torna-se a segunda acionista
Estreia da Atalaya Mining no mercado principal da bolsa de Londres em 2024
Atalaya Mining, a empresa que promove o novo projeto da mina de Touro, ultrapassa os 1.100 milhões de capitalização na bolsa de Londres, onde começou a cotar no mercado principal em 2024 e onde alcançou uma forte revalorização durante o exercício passado, próxima a 110%. Em meio a essa evolução positiva, e também durante a depreciação que acumula em 2026, o grupo liderado pelo engenheiro galego Alberto Lavandeira tem vivido mudanças importantes no seu acionariado.
Seus dois principais acionistas há um ano, Trafigura e Cobas, a gestora de fundos do investidor ferrolano Francisco García Paramés, venderam grandes pacotes de títulos. O próprio grupo realizou uma colocação de 150 milhões de euros (12,73 milhões de ações) para financiar seu projeto galego e as novas iniciativas que está lançando em torno do seu principal ativo, o complexo mineiro de Riotinto na Andaluzia. Após essas operações, o número de acionistas com menos de 1% dos títulos passou de representar 29,7% do capital da companhia em agosto do ano passado para 57,5% atualmente.
Entre os grandes acionistas, apenas um, a francesa Ithaki, reforçou sua posição nos últimos nove meses, passando de uma participação de 6,9% para 8%. Graças a isso, tornou-se o segundo maior acionista da Atalaya Mining, superando a Cobas e só atrás da Trafigura. No processo, desapareceram os bancos espanhóis presentes no capital. Santander tinha em agosto de 2025 2,4% do grupo, mas já não está entre os principais acionistas. Aqueles de Ana Botín seguem o mesmo caminho que o Sabadell, que se desfez de seu 3% da companhia. Também Fairfax transferiu seu 5,8% da companhia, que o situava como quarto maior acionista.

Paramés e Trafigura sacam 200 milhões
Cobas e Trafigura tinham em agosto do ano passado pouco mais de 40% do grupo, agora reduzido a 18% após a venda de parte de seus títulos por cerca de 200 milhões. O gigante das matérias-primas encerrou em fevereiro passado a transferência de 8,5% do capital (14 milhões de ações) por cerca de 151 milhões de euros, o que reduziu sua participação para 10,9%.
Os fundos de García Paramés, por sua vez, venderam 5% da companhia mineira por cerca de 70 milhões de euros. Esse pacote de ações foi a operação mais relevante de Cobas, que já havia reduzido previamente sua posição durante 2025, quando chegou a controlar 18,6% do grupo. A participação atual, 7,1%, mantém-no como terceiro maior acionista, ainda com grande vantagem sobre Rovida, Muza Gestión, Blackrock, Global X Management e Allianz. Todos esses alcançam 2% dos títulos.