O segredo do Grupo San José em Portugal: concentra 55% do negócio no exterior e dispara seu ebitda para 10 milhões
Os rendimentos da construtora de Jacinto Rey provenientes do negócio internacional superaram em 2024 os 251 milhões; a faturação em Portugal nesse exercício ascendeu a mais de 138 milhões
Imagem de arquivo do presidente do Grupo Empresarial San José, Jacinto Rey
Portugal consolida-se como o segundo grande mercado de San José só atrás da Espanha, que em 2024 concentrou 84% do seu volume de negócios, com uma faturação de 1.306 milhões de euros. Os rendimentos da construtora de Jacinto Rey originados do negócio internacional alcançaram nesse exercício os 251,7 milhões, dos quais 55% foram gerados em solo luso.
Em concreto, a principal construtora galega faturou em Portugal 138,07 milhões em 2024, abaixo dos 138,84 milhões do exercício anterior, segundo a informação enviada à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) consultada por Economia Digital Galiza. Apesar disso, o EBITDA teve um crescimento forte, dobrando ao passar de 6,58 milhões em 2023 para 9,94. O crescimento do resultado bruto de exploração em Portugal foi muito maior do que o registrado em outros mercados.
Assim, por exemplo, na Espanha o aumento foi quase de 4%, subindo dos 56,39 milhões para os 58,49, enquanto que no Peru, reduziu-se quase quatro milhões, até os 1,89. Os restantes países, que a companhia agrupa numa mesma partida ao não considerá-los representativos quanto ao volume de EBITDA, geraram 3,8 milhões no conjunto.
A principal construtora galega, com sede em Pontevedra e escritórios em Madrid, conta com delegações em 11 países e presença em outros cinco —Brasil, Irlanda, Malta, Panamá e Suécia— onde não dispõe de delegação permanente.
O negócio exterior da companhia, responsável por obras emblemáticas como o Louvre de Abu Dhabi, representou em 2024 16% da sua faturação, dois pontos a menos que no ano anterior, quando alcançava 18%. Em contraste, a carteira de contratos evoluiu em sentido oposto: o peso dos projetos nacionais reduziu-se de 85% para 79%, enquanto que o dos internacionais aumentou de 15% para 21%.
Conforme consta no relatório, a 31 de dezembro de 2024 “a carteira de encomendas contratada e pendente de executar ascendia a 3.188 milhões”. Desses, 2.537 milhões correspondem a projetos de construção, 347 a concessões e serviços, e 304 a energia.
Número de trabalhadores
Em termos de geração de emprego Portugal também se situa entre os países com maior volume de trabalhadores, com 263, atrás do Chile, com 412, e da Espanha, onde a força de trabalho ascende a 3.420 empregados.
Além disso, o grupo conta com 159 trabalhadores nos Emirados Árabes Unidos, 75 no México, 46 no Peru, 13 na Argentina, 9 na Itália e 8 tanto na Índia como nos Estados Unidos.
Dos 4.413 empregados que a companhia tem entre todos os países, a maior parte (2.430) são pessoas entre 30 e 50 anos. O seguinte grupo com maior volume são os maiores de 50 anos, com 1.450, e por último os menores de 30, que somam 533.