Os trabalhadores da Losán denunciam falta de pagamentos e pedem uma mudança no plano de reestruturação
O comité de empresa lamenta que o plano de reestruturação da companhia não inclua medidas "de viabilidade para garantir a atividade industrial" e pede a mediação da Xunta
Imagem do protesto dos trabalhadores da Industrias Losán em Curtis / CIG
O comité de empresa da Industrias Losán mexe ficha após o plano de reestruturação acordado pela companhia. O seu presidente, Xosé Anxo Sánchez, reclamou um plano “claro” para garantir a atividade industrial no grupo ao considerar que o da empresa cria “bastante incerteza”.
Numha conferência de imprensa realizada na sede da CIG, Sánchez denunciou que este plano não inclui medidas “de viabilidade para garantir a atividade industrial”. Também não faz menção, segundo o seu relato, à “reativação das fábricas, com garantias de emprego e de carga de trabalho”. Além de incidir na dívida existente e nas medidas a adotar para o pagamento da mesma, insistiu que os trabalhadores vivem numa situação de “incerteza”.
É por isso que reclamou “um plano de como se vão ativar as fábricas” e abordar “mercados de produção e vendas” em contraposição a uma proposta que considerou “conjeturas”. “Vai mais focado em eludir a dívida ao máximo possível e salvaguardar o seu património”, acrescentou.
“Não vai destinado a salvaguardar o emprego”, insistiu em referência às “200 famílias” afetadas em vários municípios da província da Corunha.
Após qualificar de “desoladora” a situação, devido, entre outras coisas, aos salários em atraso aos empregados, Sánchez reclamou à Xunta uma reunião urgente “para analisar a situação e esclarecer as intenções da empresa”.