Centenas de mulheres saem às ruas em Santiago para denunciar a precariedade laboral e a diferença salarial
A CIG fez um apelo à mobilização para acabar com a violência e os assassinatos machistas, o assédio no trabalho, os trabalhos subvalorizados economicamente e socialmente, a disparidade salarial e a discriminação das mulheres.
Manifestação convocada pela CIG no 8M. Europa Press
Centenas de mulheres compareceram neste domingo à manifestação convocada pela CIG em Santiago na qual denunciaram a “precariedade” que sofrem as trabalhadoras, com “salários mais baixos e piores condições que os homens”.
Conforme apontou a secretária da organização, Susana Méndez, aos meios de comunicação, “não é um dia de celebração”, mas sim “um dia de luta e reivindicação”. Uma mensagem que foi enfatizada por numerosas participantes ao longo da manhã.
“Estamos aqui para reivindicar, denunciar e exigir que de uma vez por todas sejam implementadas medidas públicas que realmente caminhem para essa igualdade que estamos exigindo”, reforçou.
Além disso, a denúncia aos ataques dos Estados Unidos ao Irã e a escalada bélica estiveram muito presentes durante toda a manifestação, com mulheres vítimas destes ataques em foco. “As mulheres sempre acabam levando a pior parte, como pudemos ver naquele ataque onde meninas no Irã morreram”, lamentou.
Apesar de a marcha estar orientada à participação de mulheres, alguns homens também estiveram presentes, portando cartazes e bandeiras, enquanto outros, nas laterais, observavam a manifestação.
Em um dia marcado pelo sol, as manifestantes gritaram slogans como ‘Não somos escravas, somos trabalhadoras’ e ‘Nem guerra que nos mate nem que nos oprima’ enquanto subiam pela rua do Hórreo, em frente ao Parlamento de Galiza, até chegar ao Casco Histórico, com destino final a Praça das Praterías, onde foi realizada a leitura de um manifesto.
Conforme consta no texto, a CIG convoca à mobilização para acabar com a violência e os assassinatos machistas; o assédio no trabalho; os empregos subvalorizados economicamente e socialmente; a disparidade salarial e a discriminação das mulheres. Neste sentido, enfatizaram que com uma ação combativa nos locais de trabalho, nas urnas, na negociação coletiva, nos lares e nas ruas “será possível avançar”.
Finalmente, lembraram a homenageada do Dia das Letras Galegas de 2026, Begoña Caamaño, por “ser um exemplo a seguir por todas”, e se comprometeram a lutar contra as discriminações incorporando a perspectiva de gênero. “Nos vemos esta tarde nas mobilizações, e amanhã, e o resto dos dias que também são 8 de março”, concluíram.
Outras manifestações
Embora a maioria das mobilizações estará ocorrendo à tarde, outras cidades, como Vigo e Lugo, acolheram manifestações durante esta manhã. No caso da cidade de Vigo, o protesto saiu às 12h00 da Praça de Espanha liderado pelo Bloco Abolicionista Galiza, com proclamas como “meu corpo não se compra, meu corpo não se aluga” e outras que pediam a abolição da prostituição.
Nela participaram representantes políticos, como o secretário xeral do PSdeG, José Ramón Gómez Besteiro, e a presidenta do PP de Vigo, Luisa Sánchez.