A CIG ataca a Malasa após o despedimento de 11 trabalhadores da sua filial Noa Madeira Criativa

O sindicato nacionalista vê "obscurantismo" com estes despedimentos que Noa Madera Creativa justifica para 11 empregados em Fene por causas económicas, técnicas e organizativas

Imagem de arquivo de um protesto em Noa Madeira Criativa

A Federación de Construçom e Madeira da CIG en Ferrol volta à carga contra o Grupo Malasa. O sindicato expressou esta terça-feira o seu rejeito perante o despedimento de 11 trabalhadores executado nas últimas semanas pela empresa Noa Madeira Criativa, empresa adquirida por Malasa no ano 2018.

De acordo ao relato da CIG, a direçom da companhia justifica as baixas por causas económicas, técnicas e organizativas. Desde o sindicato qualificam estes argumentos de “inconsistentes” e denunciam uma atitude de “oscurantismo” por parte da firma, integrada no Grupo Malasa.

Segundo a CIG, a direçom não informou previamente ao comité de empresa de uma decisão que, no seu juízo, gera uma “situação de alarma” desnecessária sobre o futuro da planta.

Neste sentido, o secretário comarcal da FCM-CIG, Marcos Sánchez, questionou a veracidade dos motivos alegados nas cartas de despedimento. Em declarações à agência Europa Press, Sánchez indicou que a empresa justifica as saídas por uma comparativa de custos dentro do grupo e pela perda de faturação dos seus principais clientes, vinculados maioritariamente ao Grupo Inditex.

“São cartas de despedimento de quatro folios que repetem os mesmos argumentos constantemente”, explica Sánchez, quem adita que não é compreensível prescindir de pessoal com “sobrada experiência” enquanto a empresa alega dificuldades para encontrar mão de obra qualificada.

Perante esta situação, a central nacionalista detalhou que “luchará pelo mantenimento do emprego e a melhoria das condições laborais” nesta empresa que conta com uns 130 trabalhadores nas suas fileiras. O sindicato sublinha que existem medidas “menos traumáticas” para enfrentar possíveis dificuldades financeiras sem recorrer aos despedimentos.

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