A patronal de Alcoa e Megasa pede a eliminação de impostos e taxas elétricas devido à escalada do preço da energia
As associações Aege e Aelec reivindicaram ao Governo que elimine o Imposto sobre o Valor da Produção de Energia Elétrica (IVPEE) de 7% e que revise a denominada Operação Reforçada, que foi implementada após o apagão de abril do ano passado
Imagem de arquivo da fundição da Megasa / Europa Press
Comunicado conjunto da Associação de Empresas de Grande Consumo de Energia (Aege) e a Associação de Empresas de Energia Elétrica (Aelec) diante da escalada dos preços da eletricidade. Ambas as entidades reivindicaram ao Governo central que elimine o Imposto sobre o Valor da Produção de Energia Elétrica (IVPEE) de 7%, revisar a Operação Reforçada implementada após o apagão de 28 de abril ou ampliar a política de isenções e compensações.
Segundo estas associações que representam empresas como Alcoa ou Megasa no caso de Aege e Endesa, EDP e Iberdrola (Aelec), a guerra no Irã e seu impacto nos mercados internacionais está gerando uma “notável instabilidade” nos preços do gás natural, com a consequente afetação sobre a autonomia energética do país, mas também sobre a competitividade da indústria.
É por isso que pedem que se adotem “medidas estruturais”, como a supressão do IVPEE, ao entender que reduzirá os custos energéticos para a indústria, especialmente, a intensiva em eletricidade.
Em paralelo, ambas as entidades pediram revisar as faturas da conta elétrica que não estão diretamente ligadas ao fornecimento em linha com as recomendações formuladas desde a Comissão Europeia, assim como modificar a Operação Reforçada que foi adotada após o apagão por sua dependência do gás natural, hidrocarboneto muito penalizado no contexto bélico atual. “Sua eliminação geraria importantes economias à indústria, aliviando de forma direta os custos de produção industrial e liberando capacidade para um uso mais eficiente das renováveis”, defendem.
Além disso, Aege e Aelec reivindicaram revisar a financiamento dos custos dos mercados de operação do sistema elétrico ao assegurar que penaliza a rentabilidade da indústria via restrições técnicas. Sobre este ponto, ambas as associações propuseram estudar soluções regulatórias “mais estáveis e previsíveis” para os encargos que mantêm o sistema elétrico.
Por último, advogaram por recuperar a isenção de 80% das taxas para a indústria electrointensiva a ser compensada pelos Orçamentos Gerais do Estado (PGE) e maximizar a compensação das emissões de CO2 para os consumidores industriais expostos ao risco de fuga de carbono, o que evitaria “a lacuna existente nos custos de produção com os países do nosso entorno e fomentaria […] a eletrificação”.