Amper sobe mais de 6% em bolsa após vender 25% de sua filial galega Elinsa

A companhia que dirige Enrique López fecha um grande ano bursátil com uma valorização de mais de 40% no exercício, impulsionada pelo crescimento da indústria de defesa

O presidente da Xunta, Alfonso Rueda, visita a nova planta da Amper em As Somozas

Amper anunciou nesta terça-feira um acordo com a Cofides para vender 25% da filial galega Elinsa, que promove a nova planta do grupo dirigido por Enrique López em Morás. E nesta quarta-feira, os investidores celebraram. Não tanto pela desinvestimento, mas pela aposta que representa a injeção de 41,2 milhões para reforçar a capacidade produtiva do grupo em equipamentos de eletrônica para armazenamento energético. Amper explicou que os fundos seriam utilizados para investir em uma segunda planta que complementa a fábrica do parque empresarial de Arteixo e para iniciar programas de digitalização industrial e desenvolvimento tecnológico ligados aos sistemas de armazenamento, diante do aumento previsto da demanda por esse mercado.

Com essas perspectivas, a empresa escala na bolsa. Os títulos valorizaram-se mais de 6%, com o que acumula no conjunto do exercício um aumento superior a 40%, o que lhe permite alcançar os 386 milhões de capitalização. A evolução positiva deve-se, em boa medida, ao posicionamento da empresa na indústria de defesa, um dos setores de crescimento para os próximos anos.

Um bom sócio para Amper

Renta4, numa avaliação recolhida pela EFE, explica as virtudes da operação com a Cofides. Destaca “a decisão de duplicar a capacidade produtiva de Elinsa ante a grande demanda esperada de armazenamento de energia”, que ademais será realizada “sem ter que desembolsar capital ao associar-se a uma entidade estatal que financiará os investimentos”. Cofides está controlada pelo Estado através do ICEX, o ICO e Enisa, empresa pública dependente do Ministério da Indústria. Santander (20,17%), BBVA (16,68%) e Sabadell (8,33%) têm 45% do capital.

Os analistas da Renta4 lembram que “Amper atualmente está numa fase de crescimento inorgânico para a qual realizou um aumento de capital em julho de 77 milhões de euros”. Outro dos aspectos que vem destacando a firma é que o tamanho da empresa a torna atraente para entrar em processos de concentração que se executem no setor.

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