Nova Pescanova contrata o ex-diretor geral de García Carrión para liderar seu negócio na Espanha e em Portugal

A pesqueira nomeia Paulo Soares, também ex-diretor da Campofrío, diretor de Negócio em Iberia

Paulo Soares durante a sua etapa em Campofrío

Nova Pescanova incorpora uma peça de alto calibre à sua estrutura corporativa. A pesqueira galega contratou o que foi diretor geral de García Carrión durante três meses, Paulo Soares, para colocá-lo à frente do seu negócio na Espanha e Portugal. O executivo português, que esteve 20 anos na Sigma, proprietária de Campofrío, foi nomeado diretor de Negócio na Ibéria.

Soares chega ao grupo controlado por Abanca mais de dois anos depois da incorporação de Jorge Escudero como conselheiro delegado e do lançamento de uma nova estratégia para retornar à rentabilidade. A pesqueira parece ter acertado com o novo rumo, pois seus números experimentaram uma importante melhoria. Acabou o primeiro semestre do exercício com um corte de 65% das perdas, conforme comunicado em julho passado. A companhia afirmava que previa terminar o ano com lucros.

A contratação do ex-diretor de Campofrío ocorre alguns meses depois de Nova Pescanova mudar seu responsável comercial. Nomeou aquele que era seu assessor nos Estados Unidos, Keith Decker, diretor global de Vendas, Marketing e Inovação, substituindo Fernando Zaldívar, que deixou o grupo por motivos pessoais.

De Don Simón aos camarões

Paulo Soares esteve em Arthur Andersen antes de seu desembarque no grupo cárneo Sigma, onde construiu sua reputação na indústria alimentícia. Foi responsável financeiro e CEO da filial portuguesa Nobre e ocupou cargos de alta relevância em Campofrío, como a direção geral para o sul da Europa ou a de mercados em desenvolvimento (Itália, Países Baixos, Alemanha e Bélgica). Estava nisso quando decidiu encerrar sua etapa no grupo e assumir a direção geral de García Carrión, a empresa por trás dos sucos Don Simón.

O passo acabou em tropeço, pois foi demitido três meses depois da nomeação, o que representou o segundo fracasso do grupo vinícola na tentativa de deixar a direção nas mãos de um executivo externo à família. No entanto, ao contrário do que aconteceu com Rami Aboukhair, ao qual García Carrión acabou processando, para Soares tudo foram palavras de elogio. “Esta resolução, adotada por motivos pessoais do senhor Soares, foi realizada num ambiente de total cordialidade e respeito mútuo, destacando a excelente relação profissional e pessoal que caracterizou sua colaboração”, disse a empresa no comunicado em que anunciou a saída do executivo luso.

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