Primark confirma o seu fracasso durante o Natal, em plena recuperação da Zara

Inditex começou o seu repique na bolsa em dezembro, devido ao aumento das vendas mesmo antes da Black Friday, enquanto a britânica AB Foods confirma o retrocesso da marca low cost nas últimas 16 semanas

Loja da Primark, empresa low cost do grupo britânico AB Foods. Foto: Arquivo EFE

O grupo britânico AB Foods confirma o que já havia antecipado há algumas semanas: Primark, o gigante do low cost, teve dificuldades durante o Natal. A empresa relatou nesta quinta-feira, por meio de um comunicado, os dados do seu negócio nas 16 semanas anteriores ao 3 de janeiro. Segundo os mesmos, o grupo de moda registrou uma redução de 2,7% em suas vendas comparáveis like for like, enquanto que as vendas totais aumentaram em 1%. No período, o gigante do retail somou uma faturação de 4.016 milhões de euros na conversão.

Expectativas com Inditex

Contrasta o deslize da companhia low cost com o presumível repique de Inditex neste período. No passado 3 de dezembro, os de Marta Ortega mudaram sua sorte na bolsa, devido à apresentação dos resultados correspondentes ao seu terceiro trimestre fiscal. Nesse período, de agosto a outubro, os de Arteixo viram seu benefício líquido aumentar em 9%, até os 1.831 milhões de euros, o nível mais alto alcançado até o momento para um terceiro trimestre. As vendas subiram 4,9%, até os 9.814 milhões, com um crescimento que chegou a 8,4% a tipo de câmbio constante.

Mas, além disso, as bênçãos do mercado e dos analistas se sustentavam em grande medida sobre as expectativas para a campanha de Natal. A cotada indicou que as vendas em loja e online a tipo de câmbio constante entre o 1 de novembro e o 1 de dezembro de 2025, coincidindo com a campanha da Black Friday e o arranque do Natal, tinham crescido 10,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Territórios

Os dados de Primark não mostram grandes avanços. As vendas comparáveis no Reino Unido cresceram 1,7% e um 3% as totais, enquanto que as do território britânico e Irlanda foram de 1,1% em registros comparáveis e de um 2% em crescimento total.

O maior golpe ocorreu na zona europeia, excluindo o Reino Unido e Irlanda, onde as vendas totais se reduziram em 1% enquanto que as comparáveis fizeram-no em 5,7%. A importância deste território é grande, já que aglutina 49% do faturamento.

Destaca, por outro lado, o aumento nos Estados Unidos, onde as vendas totais se incrementaram no período em 12%, embora o negócio no país americano, por ora, só represente 6% do total.

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