Sogama eleva o tom contra um “transporte ferroviário ineficaz” que lhe custa 7 milhões ao ano

A empresa pública autonómica de tratamento de resíduos urbanos explica que o corte da Renfe em Vigo obrigou-a a ativar um plano de contingência e transporte por estrada

Complexo da Sogama em Cerceda. Sogama.

Sogama criticou que desembolsa cada ano “cerca de 7 milhões de euros” por um transporte ferroviário “cada vez mais ineficaz”, após ter que ativar um plano de contingência devido ao corte da circulação por trem com Vigo que se registou na semana passada.

Num comunicado, explica que o corte ferroviário com a cidade de Vigo ativado pela Renfe na última quinta-feira obrigou a Sogama a reorganizar o serviço para evitar que as plantas de transferência do sul da província de Pontevedra ficassem desatendidas, com os prejuízos que, segundo aponta, isso acarretaria para os municípios usuários das mesmas e os próprios cidadãos.

Aliviar a pressão sobre as plantas

Assim, a empresa pública destacou que ativou seu plano de contingências e procedeu a reforçar o transporte de resíduos por estrada. Para isso, alugou 19 plataformas-contêineres a fim de aliviar a pressão sobre as plantas.

Contudo, apontou que este transporte também foi restringido devido a fortes rajadas de vento, árvores caídas e deslizamentos de terra, resultando numa circulação muito dificultosa para os motoristas.

Além da dotação de meios materiais, a empresa destacou que destinou mais pessoal ao transporte, ao mesmo tempo que ampliou os horários de trabalho das plantas de transferência para facilitar as descargas dos caminhões municipais.

Esforço “logístico, econômico e humano”

“Um esforço adicional, tanto em termos econômicos quanto humanos”, que a companhia assegurou que teve que realizar apesar de que cada ano “desembolsa 7 milhões de euros por um transporte ferroviário cada vez mais ineficaz”.

Sogama também relatou a “exigente coordenação de todo o dispositivo e o constante intercâmbio de informação com os municípios para que os serviços de coleta fossem esvaziar nas instalações no momento em que havia disponibilidade de contêineres“.

“Embora o transporte por trem tenha sido retomado, a verdade é que o serviço da Sogama não está plenamente normalizado a 100%, embora estará nos próximos dias”, apontou.

O objetivo da empresa era, acima de tudo, evitar a acumulação de lixo nas ruas e, portanto, um problema de saúde pública.

A entidade destacou que manteve uma comunicação constante com seus clientes, os entes locais, que estiveram a par das novidades, e aos quais agradeceu sua “máxima colaboração”, atenções e diligência diante de uma concatenação de incidências alheias à responsabilidade das partes. Um agradecimento que estendeu à contratante, operários das plantas e motoristas dos caminhões, que realizaram seu trabalho em condições realmente adversas.

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