O PP aposta em deixar sem voto Tomé e García Porto para conquistar a Deputação de Lugo
O porta-voz do PP na Deputação de Lugo, Antonio Ameijide, considera que o ex-presidente da entidade e a porta-voz do PSOE não deveriam participar em "nenhuma votação" enquanto não se depurarem responsabilidades após as denúncias por suposto assédio sexual
O presidente da Deputação de Lugo, José Tomé Roca, durante uma entrevista para a Europa Press, na Deputação Provincial de Lugo. Carlos Castro / Europa Press
O porta-voz do PP na Deputaçom de Lugo clama contra o PSOE polo caso José Tomé. Antonio Ameijide afirmou que nem o ex-presidente provincial José Tomé nem a que era porta-voz do PSOE, Pilar García Porto, deveriam participar em “nenhuma votaçom” na instituiçom “enquanto nom se depurem responsabilidades” após as denúncias por suposto acoso sexual recebidas no canal interno do PSOE contra Tomé.
Através de um comunicado enviado aos meios, Ameijide aponta que Pilar García Porto “ocultou as denúncias” contra o também alcalde de Monforte e que se ela e Tomé “nom se apartam, mancharám qualquer acordo” entre o PSOE e o BNG na Deputaçom. O dirigente do PP faz referência às declarações de Pilar García Porto sobre o assunto na sessom plenária do passado 30 de dezembro na qual se oficializou a renúncia à presidência por parte de Tomé, assegura que nenhum dos dois pode ter “voz e voto em nenhuma decisom da Deputaçom de Lugo” ao afirmar que “todos os acordos que se tomem, desde eleger novo presidente até qualquer convênio, ficarám manchados”.
O porta-voz popular argumenta que se nom fosse divulgado publicamente, José Tomé “continuaria na presidência da Deputaçom de Lugo, avaliado pelo PSOE e pelo BNG” graças aos nove deputados com os que conta o PSOE, os três do BNG mais o nom adscrito Tomé, já que o PP conta com 12.
Além disso, considera que seguirá mandando “na sombra” como, na sua opiniom, “demostrou-se quando o PSOE lhe reservou e cedeu a cadeira que historicamente ocupa o porta-voz socialista na Deputaçom de Lugo“.
Ademais, indica que “em Monforte de Lemos o PSOE continua avaliando a Tomé, já que apesar de que abandonou a militância socialista, mantém-se na prefeitura avaliado pelos nove concelheiros socialistas restantes”.
Críticas ao BNG
Em paralelo, Ameijide também tem atacado o BNG ao acusar a líder da formaçom, Ana Pontón, e ao porta-voz na Deputaçom, Efrén Castro, de “silêncio cúmplice” e os emplaza a “ser claros e dizer se, em uma semana, estão dispostos a aceitar os votos de um suposto acosador e da pessoa que tudo sabia e ocupou para manter-se na vice-presidência” da instituiçom provincial.
“Se nom o esclarecem antes, em uma semana saberá-se se Ana Pontón e Efrén Castro estão do lado do feminismo e das mulheres ou do lado dos cadeirões, os coches oficiais e de pisar carpete”, sostém.