A Prysmian concluiu a compra por quase 170 milhões da ACSM, a empresa viguesa que desceu o ‘Pitanxo’

A empresa especializada em serviços submarinos com sede de operações em Vigo fechou o ano de 2024 com uma faturação de 61,86 milhões, um aumento de 51% em relação ao ano anterior, e um lucro de 19 milhões, quase dez a mais que em 2023

Navio Nautilus ACSM

A italiana Prysmian completou a aquisição da ACSM, empresa com sede em Vigo e especialista em serviços submarinos que realizou a inspeção do naufrágio do ‘Villa de Pitanxo’. Segundo informa a empresa, a operação foi fechada por cerca de 169 milhões. 

A atividade da ACSM, com mais de 20 anos de experiência no setor ‘offshore’ de cabos, inclui a inspeção submarina, planejamento de rotas e preparação do leito marinho. Com o fechamento da operação, a empresa galega passará a estar totalmente integrada no perímetro da Prysmian para efeitos de informação financeira a partir de fevereiro de 2026.

No final de março de 2023, o Conselho de Contratação do Ministério dos Transportes concedeu a operação de busca, localização e inspeção à ACSM do naufrágio do ‘Villa de Pitanxo’, o navio que naufragou a 15 de fevereiro de 2022 a 250 milhas de San Juan de Terra Nova (Canadá), onde morreram 21 das 24 pessoas que trabalhavam a bordo. 

Os números da ACSM

A empresa fechou o ano de 2024 com um faturamento de 61,86 milhões, 51% acima dos quase 41 milhões do ano anterior. “Este aumento foi motivado principalmente pela assinatura de novos contratos com clientes estratégicos, focados na exploração de navios próprios da empresa, Nautilus e Ártabro, que operaram de forma intensiva ao longo do ano”, explica o relatório que acompanha as contas depositadas no Registro Comercial. 

Especificamente, o Ártabro alcançou um faturamento de 30,99 milhões enquanto o Nautilus gerou receitas de 10,86 milhões, “números que refletem seu papel chave na evolução do negócio durante o exercício”, apontam os gestores. 

Por sua parte, o resultado de exploração, próprio da atividade da empresa, alcançou os 20,47 milhões, quase o dobro dos 10,91 milhões de 2023. 

ACSM fechou o exercício com um lucro de 19,01 milhões, quase dez milhões acima dos 9,86 de 2023. A empresa possui ativos de 54 milhões – em comparação aos quase 29 do ano anterior – enquanto que o patrimônio líquido superou os 30,5 milhões. 

Como indicam os gestores no relatório, em 2024 a empresa continuou com “políticas de investimentos iniciadas em exercícios anteriores” que consistiam na “melhoria do equipamento de maquinário, especialmente para os navios multipropósito, Nautilus, Ártabro, e o novo Gênesis, para oferecer um serviço cada vez mais profissional. 

Além disso, a empresa adquiriu novos equipamentos voltados “para a ampliação de atividades, permitindo à organização assumir internamente trabalhos que, até então, eram subcontratados”. “Este investimento estratégico não só aumenta nossa capacidade operacional, como melhora de forma substancial a linha de serviços oferecidos”.  

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