PD Ports, o grupo portuário de Amancio Ortega e Brookfield, dá uma reviravolta na sua cúpula e nomeia um novo CEO

A empresa escolhe o seu até agora diretor de Operações, Paul Foreman, como novo primeiro executivo com a bênção da Pontegadea e do fundo canadense

A Amancio Ortega, que tão bem tem movimentado seu capital para o interior, tudo parece acontecer-lhe ultimamente em zonas portuárias. O fundador da Inditex acaba de fechar junto com Macquarie e UniSuper a aquisição da Qube, que além das operações logísticas, que constituem o negócio cuore do grupo, conta também com concessões nos portos da Austrália e Nova Zelândia. Na mesma semana, PD Ports, o grupo portuário britânico no qual desembarcou a Pontegadea no ano passado, deu uma reviravolta em sua cúpula com a nomeação de um novo CEO e a demissão do presidente executivo.

Não há aparentemente muito drama na reorganização, embora sim a abertura de uma nova etapa. O CEO que deixa o cargo, Frans Calje, esteve uma década à frente da companhia e já havia advertido que considerava esse um prazo saudável e adequado para passar o bastão. “Chegou o momento ideal para uma mudança de liderança que impulsione o crescimento e a contínua evolução da PD Ports. Tenho orgulho de deixar uma empresa que agora é mais segura, mais sólida e que olha para um futuro sustentável e financeiramente estável, graças ao trabalho que realizamos juntos durante esses últimos dez anos”, expressou o executivo.

Há provas de que o grupo portuário trabalhou com certa previsão, pois iniciou um “processo competitivo” para escolher seu novo principal executivo. E o fez por promoção interna. À frente da companhia participada pela Brookfield e Pontegadea estará Paul Foreman, atual diretor de Operações. Liderará uma etapa que, segundo a própria PD Ports, é crucial para desenvolver seus planos de crescimento e expansão, marcados pelo investimento tecnológico e a otimização de serviços.

Brookfield fala por Pontegadea

Localizada em Teeside, à beira do rio Tees, onde exerce como autoridade portuária, a companhia opera o maior porto do noroeste do Reino Unido, com um impacto econômico de mais de 1.500 milhões anuais e 22.000 empregos. Essas características atraíram a family office de Amancio Ortega, que adquiriu 49% da companhia da Brookfield, tornando-se sócia do fundo canadense.

Pontegadea não se pronunciou diretamente sobre a remodelação da cúpula. Quem o fez foi Becky Lumlock, sócia operacional da Brookfield: “Em nome da Brookfield e Pontegadea, quero agradecer a Frans por sua liderança eficaz e íntegra à frente da PD Ports, que impulsionou um crescimento significativo nos últimos dez anos. Estamos satisfeitos em nomear Paul como diretor executivo; sua mentalidade inovadora e estratégica tem sido fundamental para o planejamento de longo prazo da empresa há muito tempo e confiamos que ele a levará a alcançar novos níveis de sucesso”, diz em comunicado enviado pela PD Ports.

Mais mudanças

Além da mudança de CEO, também deixará seu posto de presidente executivo Jerry Hopkinson a partir de 1º de setembro. Sócio da Brookfield, manterá a presidência, embora sem funções executivas, trabalhando apenas como assessor estratégico focado em garantir “uma governança sólida, probidade e prestação de contas”, aponta a companhia.

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